Inclusão digital
A comunicação é inerente à
espécie humana, é impossível pensar no homem dissociado da linguagem, sendo que os
dois se confundem e se integram. Desde os primórdios o ser humano buscava
instrumentos para comunicar, ser compreendido, manter contato com os demais. Ao
longo da história a espécie foi evoluindo e com ela a prática de comunicar-se.
Novas modalidades comunicativas foram se adequando ao tempo e espaço histórico,
tornando as relações humanas ainda mais estreitas.Na contemporaneidade o homem percebeu que havia a necessidade da comunicação chegar a todos e de forma eficaz. A “era do digital” apresentou ao mundo uma linguagem sem falhas e eficiente: a linguagem dos computadores. Os contemporâneos do século XXI foram rotulados como “nativos digitais”, jovens que estabelecem laços afetivos através do mundo metálico dos computadores.
Na internet a linguagem é mais solta, mais fluente, destemida e sem censuras. Devido a isso, os jovens opinam sobre as mais diversificadas questões, protestam, desabafam, divulgam sua vida pessoal, exibem sua intimidade e rejeitam o seu anonimato.
Quando a escola não está preparada a conceber toda a revolução comunicativa recorrente na contemporaneidade, o espaço escolar acaba se tornando um ambiente de embate entre jovens situados em eu tempo e profissionais que não compreendem o avanço da linguagem, o que resulta em falha no sistema de ensino.
É imprescindível a adequação à linguagem praticada pelos estudantes para que a escola deixe de ser um “campo de guerra” e se torne um âmbito agradável e propício ao conhecimento e formação cultural dos mesmos.
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