terça-feira, 17 de setembro de 2013

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA E METODOLOGIA

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA:
A fundamentação teórica do nosso projeto se deu a partir das leituras de Moacir Gadotti, Edgar Morin, Maria Lúcia Aranha que tratam dos desafios colocados ao educador nos dias atuais e com perspectivas para o futuro. O texto de Guilhermina Lobato Miranda também foi muito útil para a discussão sobre as tecnologias na Educação. Miranda em texto intitulado “Limites e possibilidades das TIC na educação” faz uma discussão bem precisa sobre o uso de tecnologias na educação. Ela conceitua TIC da seguinte maneira:
O termo Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) refere‑se à conjugação da tecnologia computacional ou informática com a tecnologia das telecomunicações e tem na Internet e mais particularmente na Worl Wide Web (WWW) a sua mais for‑te expressão. Quando estas tecnologias são usadas para fins educativos, nomeadamente para apoiar e melhorar a aprendizagem dos alunos e desenvolver ambientes de aprendizagem, podemos considerar as TIC como um subdomínio da Tecnologia Educativa.
Como nossa proposta é trabalhar com ferramentas da tecnologia que os alunos costumam utilizar, acreditamos ser importante entender melhor esse conceito. Dessa forma o texto de Miranda nos foi útil tanto para entendermos alguns conceitos criados “recentemente”, que estão voltados para a problemática do uso das tecnologias na Educação, como também para pensarmos o limite dessas tecnologias.
Atualmente nos deparamos com diversos problemas em sala de aula, talvez o maior deles seja a falta de interesse dos alunos. Para pensar sobre os desafios que nos são apresentados no mundo contemporâneo, utilizamos o texto de Moacir Gadotti “Boniteza de um sonho: ensinar e aprender com sentido”, nesse livro tem um capítulo que nos chamou muita atenção: o capítulo 4, que tem como título “Ser professor na sociedade aprendente”, neste, o autor destaca a importância do professor e também do aluno reconhecerem os desafios que o contexto atual coloca.
O professor, para o exercício das suas funções, não depende exclusivamente da tecnologia. Nem tudo muda para ele ao mudar a tecnologia que utilizar. No novo contexto de impregnação da informação, ele precisa continuar sua formação ao longo de toda a vida e ‘saber ser, saber aprender, saber conviver, saber fazer’, como diz a Unesco. Mas precisa continuar, como sempre, ‘saber por que’ está ensinando e o que está ensinando, precisa ‘saber pensar’. (GADOTTI, 2005, p. 40)
O texto de Gadotti nos ajuda a perceber que o uso das tecnologias na educação é interessante, porém não deve ser algo técnico, o aluno, assim como o professor precisa “saber pensar” e pensar uma maneira de aprender que tenha sentido, que traga melhorias para vida, que faça com que tenhamos mais respeito uns com os outros, inclusive no tocante a outras culturas, por isso uma de nossas propostas é utilizar as novas tecnologias para o conhecimento do multicultural.
Não podemos mais ignorar as diversas tecnologias que aparecem mais e mais no mundo contemporâneo. Alguns professores ainda resistem, mas é preciso que aceitemos o desafio e busquemos linguagens mais associadas as que os nossos alunos usam. Como disse Edgar Morin no livro “Os sete saberes necessários à educação do futuro”: “O inesperado surpreende-nos. É que nos instalamos de maneira segura em nossas teorias e idéias, e estas não têm estrutura para acolher o novo. Entretanto, o novo brota sem parar” (MORIN, 2002.p. 30).
Maria Lúcia em seu livro “Filosofia da Educação” aponta que a escola precisa ser pensada no contexto social em que está inserida. “Sempre que se exige a mudança da escola, a própria sociedade está em transição e precisa de outro tipo de educação” (ARANHA, 1996, p. 74).
Com base nessas leituras elaboramos nosso projeto, buscaremos desenvolvê-lo de forma que os alunos possam, como disse Moacir Gadotti, aprender com sentido, que o aprendizado sirva para suas vidas, e que o uso das tecnologias seja feito de forma que as pessoas tenham consciência de que mais importante do que qualquer recurso tecnológico, é o ser que o domina e para que vivamos em harmonia é necessário o respeito.









METODOLOGIA:
A pesquisa será de natureza qualitativa e tem como propósito perceber se ao utilizarmos recursos tecnológicos em nossas aulas, os alunos se interessam mais, aprendendo de forma significativa. Para isso, seguiremos os seguintes passos: o primeiro será reunir opiniões dos professores para que ambos possam dar suas sugestões sobre como trabalhar o conteúdo de sua disciplina associado às novas tecnologias. O segundo passo será a elaboração de trabalhos de pesquisa sobre diversas práticas culturais de determinados países, dando ênfase ao conceito de etnocentrismo para que os alunos percebam o quanto somos preconceituosos ao direcionarmos o olhar para o outro.
Posteriormente, pediremos aos alunos para identificarem a questão da multiculturalidade na escola. Tendo feito a identificação, buscaremos, em ferramentas que os alunos geralmente utilizam como o facebook, o Google, comportamentos em que as pessoas demonstram a falta de respeito para com o outro, seja esse preconceito étnico, de sexualidade, econômico, etc. Os casos encontrados serão expostos e debatidos em sala. Depois dessa etapa em que todos os professores estarão envolvidos, cada professor buscará trabalhar os conteúdos utilizando os recursos tecnológicos. No final do ano faremos uma análise reunindo todos os professores para pensar se, ao utilizarmos os recursos tecnológicos em sala de aula, o aprendizado melhorou ou não e se os alunos entenderam que precisamos respeitar as escolhas dos outros. Por fim, faremos um questionário com os alunos para saber a opinião deles a respeito das aulas, se estas se tornaram mais interessantes e proveitosas ou não.


Lápis ou teclado



Lápis ou teclado


Não será o meio que mudará o processo comunicativo, o lápis é útil como o teclado também, cada ambiente com seus recursos, o meio tecnológico abre espaço para o teclado, já o meio simples para a caneta, que escrevam com estes recursos, só não deixem de escrever como a norma dita, como os bons costumes da linguagem prega, que se tornem poetas com escritos virtuais, mas que não percam a essência  da bela da arte da escrita. 

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

TAREFA: Sistematização do projeto

TAREFA: Sistematização do projeto

a) Tema:
 MÍDIAS NA ESCOLA: TECNOLOGIA E MULTICULTURALIDADE JUNTAS
b) Problematização:
                O ambiente escolar é repleto de jovens que usam recursos tecnológicos, que muitas vezes perdem tempo de aula para ficarem presos ao uso destas tecnologias, adotando uma cultura de tecnologia distanciada de aprendizado. A escola é dotada de conhecimento, tem sua cultura de saber, os alunos portam alem da cultura tecnológica a cultura de se expressar, dançar, cantar, fabricar e viver, reunir ideias e pensamentos em prol do aprendizado é essencial, converter tempo perdido em tempo de aprendizado fundamental.
c) Objetivos:
·         Estimular os alunos a usarem suas tecnologias em prol do conhecimento;
·         Identificar as culturas presentes na escola e posteriormente usar as mídias para promoção destas;
·         Aproximar as várias disciplinas existentes para o uso consciente das tecnologias existentes no espaço escolar;
·         Valorizar cada indivíduo com seu modo de ser e atuar culturalmente.
d) Justificativa

A ideia do projeto surgiu das sugestões complementares dos docentes, após verificações comuns do uso das tecnologias pelos alunos no ambiente escolar, uso que deve ser conscientizado, assim aproveitar a temática da cultura para englobar o tema tecnológico. 

Inclusão digital

Inclusão digital


A comunicação é inerente à espécie humana, é impossível pensar no homem dissociado da linguagem, sendo que os dois se confundem e se integram. Desde os primórdios o ser humano buscava instrumentos para comunicar, ser compreendido, manter contato com os demais. Ao longo da história a espécie foi evoluindo e com ela a prática de comunicar-se. Novas modalidades comunicativas foram se adequando ao tempo e espaço histórico, tornando as relações humanas ainda mais estreitas.
Na contemporaneidade o homem percebeu que havia a necessidade da comunicação chegar a todos e de forma eficaz. A “era do digital” apresentou ao mundo uma linguagem sem falhas e eficiente: a linguagem dos computadores. Os contemporâneos do século XXI foram rotulados como “nativos digitais”, jovens que estabelecem laços afetivos através do mundo metálico dos computadores. 
Na internet a linguagem é mais solta, mais fluente, destemida e sem censuras. Devido a isso, os jovens opinam sobre as mais diversificadas questões, protestam, desabafam, divulgam sua vida pessoal, exibem sua intimidade e rejeitam o seu anonimato.
               Quando a escola não está preparada a conceber toda a revolução comunicativa recorrente na contemporaneidade, o espaço escolar acaba se tornando um ambiente de embate entre jovens situados em eu tempo e profissionais que não compreendem o avanço da linguagem, o que resulta em falha no sistema de ensino.
               É imprescindível a adequação à linguagem praticada pelos estudantes para que a escola deixe de ser um “campo de guerra” e se torne um âmbito agradável e propício ao conhecimento e formação cultural dos mesmos. 

Texto impresso e texto digital

Texto impresso e texto digital


O suporte da escrita varia de acordo com o ambiente comunicativo, o texto impresso que rodeia livros, revistas, jornais, embalagens entre outros suportes está dividindo espaço com o texto digital, este que é vinculado nos meios de interação virtual, mecanismo muito utilizado nos cursos EAD. O texto digital se propaga com mais velocidade, se torna mais acessível, menos poluente comparado com o processo de fabricação do texto impresso, mas não o supera por completo, a tecnologia tem suas vantagens e desvantagens, nem todos tem acesso a ambientes virtuais, e textos impressos são ferramentas de utilidade, não pegam e nem espalham vírus de internet, mas são prazerosos de boa leitura. Mas o que importa realmente é o conhecimento que é repassado, não importando se a informação é transmitida via texto impresso ou digital. 

Dos sonhos aos ares

“Do sonho aos ares”


O que seria do Homem sem a capacidade de sonhar? Ele seria vazio e sem esperanças com o futuro. O filme “Do sonho aos ares” nos mostra uma visão da força que os sonhos têm, Santos Dumont não desistiu do sonho de voar, assim conseguiu não só o voo dele, mas ajudou toda a humanidade a se erguer e flutuar sobre as nuvens. Muitos outros sonhadores existiram e fizeram grandes feitos na história como Leonardo da Vinci com suas maquinarias. A tecnologia se mostra caminho oportuno para despertar novos sonhadores, a escola deve atuar neste despertar, não só para alunos, mas também para o corpo docente que deve sempre inovar nas metodologias de ensino para novos ares despertar. Como Santos Dumont devemos ser persistentes e acreditar no potencial de nossos alunos e de nós mesmos, dessa forma concretizaremos sonhos, metas e objetivos em nossas vidas.

Poema

O poema é bem mais que sonoridade, é um eu lírico gritando para um mundo as dores e alegrias que ele está sentido!