FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA:
A
fundamentação teórica do nosso projeto se deu a partir das leituras de Moacir
Gadotti, Edgar Morin, Maria Lúcia Aranha que tratam dos desafios colocados ao
educador nos dias atuais e com perspectivas para o futuro. O texto de Guilhermina
Lobato Miranda também foi muito útil para a discussão sobre as tecnologias na
Educação. Miranda em texto intitulado “Limites e possibilidades das TIC na
educação” faz uma discussão bem precisa sobre o uso de tecnologias na educação.
Ela conceitua TIC da seguinte maneira:
O
termo Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) refere‑se
à conjugação da tecnologia computacional ou informática com a tecnologia das
telecomunicações e tem na Internet e mais particularmente na Worl Wide Web
(WWW) a sua mais for‑te expressão. Quando estas
tecnologias são usadas para fins educativos, nomeadamente para apoiar e
melhorar a aprendizagem dos alunos e desenvolver ambientes de aprendizagem,
podemos considerar as TIC como um subdomínio da Tecnologia Educativa.
Como nossa proposta é trabalhar com
ferramentas da tecnologia que os alunos costumam utilizar, acreditamos ser
importante entender melhor esse conceito. Dessa forma o texto de Miranda nos
foi útil tanto para entendermos alguns conceitos criados “recentemente”, que
estão voltados para a problemática do uso das tecnologias na Educação, como
também para pensarmos o limite dessas tecnologias.
Atualmente nos deparamos com diversos
problemas em sala de aula, talvez o maior deles seja a falta de interesse dos
alunos. Para pensar sobre os desafios que nos são apresentados no mundo
contemporâneo, utilizamos o texto de Moacir Gadotti “Boniteza de um sonho:
ensinar e aprender com sentido”, nesse livro tem um capítulo que nos chamou
muita atenção: o capítulo 4, que tem como título “Ser professor na sociedade
aprendente”, neste, o autor destaca a importância do professor e também do
aluno reconhecerem os desafios que o contexto atual coloca.
O
professor, para o exercício das suas funções, não depende exclusivamente da
tecnologia. Nem tudo muda para ele ao mudar a tecnologia que utilizar. No novo
contexto de impregnação da informação, ele precisa continuar sua formação ao
longo de toda a vida e ‘saber ser, saber aprender, saber conviver, saber fazer’,
como diz a Unesco. Mas precisa continuar, como sempre, ‘saber por que’ está
ensinando e o que está ensinando, precisa ‘saber pensar’. (GADOTTI, 2005, p.
40)
O
texto de Gadotti nos ajuda a perceber que o uso das tecnologias na educação é
interessante, porém não deve ser algo técnico, o aluno, assim como o professor
precisa “saber pensar” e pensar uma maneira de aprender que tenha sentido, que
traga melhorias para vida, que faça com que tenhamos mais respeito uns com os
outros, inclusive no tocante a outras culturas, por isso uma de nossas
propostas é utilizar as novas tecnologias para o conhecimento do multicultural.
Não
podemos mais ignorar as diversas tecnologias que aparecem mais e mais no mundo
contemporâneo. Alguns professores ainda resistem, mas é preciso que aceitemos o
desafio e busquemos linguagens mais associadas as que os nossos alunos usam.
Como disse Edgar Morin no livro “Os sete saberes necessários à educação do
futuro”: “O inesperado surpreende-nos. É que nos instalamos de maneira segura
em nossas teorias e idéias, e estas não têm estrutura para acolher o novo.
Entretanto, o novo brota sem parar” (MORIN, 2002.p. 30).
Maria
Lúcia em seu livro “Filosofia da Educação” aponta que a escola precisa ser
pensada no contexto social em que está inserida. “Sempre que se exige a mudança
da escola, a própria sociedade está em transição e precisa de outro tipo de
educação” (ARANHA, 1996, p. 74).
Com
base nessas leituras elaboramos nosso projeto, buscaremos desenvolvê-lo de
forma que os alunos possam, como disse Moacir Gadotti, aprender com sentido,
que o aprendizado sirva para suas vidas, e que o uso das tecnologias seja feito
de forma que as pessoas tenham consciência de que mais importante do que
qualquer recurso tecnológico, é o ser que o domina e para que vivamos em
harmonia é necessário o respeito.
METODOLOGIA:
A
pesquisa será de natureza qualitativa e tem como propósito perceber se ao
utilizarmos recursos tecnológicos em nossas aulas, os alunos se interessam
mais, aprendendo de forma significativa. Para isso, seguiremos os seguintes
passos: o primeiro será reunir opiniões dos professores para que ambos possam
dar suas sugestões sobre como trabalhar o conteúdo de sua disciplina associado às
novas tecnologias. O segundo passo será a elaboração de trabalhos de pesquisa
sobre diversas práticas culturais de determinados países, dando ênfase ao
conceito de etnocentrismo para que os alunos percebam o quanto somos
preconceituosos ao direcionarmos o olhar para o outro.
Posteriormente,
pediremos aos alunos para identificarem a questão da multiculturalidade na
escola. Tendo feito a identificação, buscaremos, em ferramentas que os alunos
geralmente utilizam como o facebook, o Google, comportamentos em que as pessoas
demonstram a falta de respeito para com o outro, seja esse preconceito étnico,
de sexualidade, econômico, etc. Os casos encontrados serão expostos e debatidos
em sala. Depois dessa etapa em que todos os professores estarão envolvidos,
cada professor buscará trabalhar os conteúdos utilizando os recursos
tecnológicos. No final do ano faremos uma análise reunindo todos os professores
para pensar se, ao utilizarmos os recursos tecnológicos em sala de aula, o
aprendizado melhorou ou não e se os alunos entenderam que precisamos respeitar
as escolhas dos outros. Por fim, faremos um questionário com os alunos para
saber a opinião deles a respeito das aulas, se estas se tornaram mais
interessantes e proveitosas ou não.